31/08/2015
tumblr_m59ftdfWCb1qbaypno1_500

Eu adoro fazer testes aleatórios de personalidade. Me divirto somando os pontos, cortando as alternativas, seguindo as setas, medindo os percentuais. Mas da mesma forma que me divirto com o horóscopo – não vou dar toda a credibilidade do mundo a ele, já que pessoas não são quadradas o suficiente para serem medidas ou previstas.

E ninguém tem que ser isso ou aquilo. Se marcar como a, b, c ou d para poder ter uma personalidade compatível com a resposta. Porque se de 10 perguntas, em 7 forem respondidas ‘b’, você não seria personalidade b nem nesse quesito. E são infinitas perguntas que poderiam me jogar mais pra um lado ou outro.

Escolher entre 10 bandas, se nomear sociável ou reservado, se resumir em um adjetivo não são um bom passo a passo pra se conhecer. Porque você não é um resumo. Não é um em 10, em 2, em 490568434.

E venhamos e convenhamos, você responde mais pensando no que você quer ser do que no que você é (ignore a quantidade br00tal de ‘quê’s nessa frase). Aquela trapacinha básica para ser mais bacana no final. Conhecer os atores legais, os autores legais, os cineastas legais, os cantores legais, os artistas legais, suas vidas, seus trabalhos, suas obras e tudo o que te dê um status melhor e uma alternativa mais interessante para marcar num teste. Mas adivinha só? Você não é um teste. Você não é uma em quatro personalidades. Ou em dezesseis (apesar desse teste ser incrível. Lembram que falei dele no blog antigo?) Você não é tal tipo de amigo. Você não é de tal tribo. Você não é um singular. É um plural singular. É contraditório quando precisa. É decidido e indeciso e depende, gosta e não gosta de atenção, gosta de cinema e balada e netflix, tem trinta pratos favoritos, dezoito bandas, oito melhores amigos (que variam com o dia). E na verdade isso não é ser contraditório. É ser gente. Imensurável. E meio caduco vez ou outra, porque faz parte mesmo.

E, claro, te falta autoconhecimento. Como aquela pessoa teimosa que insiste em não admitir ser isso ou aquilo. Essa sintonia de saber-o-que-se-é-ou-o-que-se-quer pode chegar aos vinte, cinquenta, oitenta ou nunca. E tudo bem. Mas se nem você sabe exatamente o que você é, então porque se apressar para encontrar seu quadradinho?

Você tem fases, crises, motivos, falta de motivos, vontades opostas ao mesmo tempo, indecisões. Muda, enjoa, muda de novo, volta ao começo, em ciclos, em linhas retas, oscilando. É teimosa em situação x, grossa em y ou com pessoas z, arrogante no humor j. E isso pode representar nem 10% do seu cotidiano. E se de A a D você é um E ou é A, B e D ao mesmo tempo (sem ‘predominâncias’), tudo bem. Não se leve tão a sério. Não leve forminhas tão a sério. Aceite a leveza da sua pessoa. Complexa, simples e exclusiva. Sem paranoias.

Leia também: antípoda (S.M.) e movimento

Ando sumida, ando sem computador, ando cheia de ideias, ando parando de procrastinar e espero que isso reflita para cá também. Não dava para não postar no blog no dia do blog, né?

Por: Amanda Montt         
27/08/2015
1508 1508-2 (2) 1508-2 1508-3 (2)

(mais…)

Por: Amanda Montt          , , ,
22/08/2015

tumblr_n1axk7mmir1rhe4deo1_500

Mudança de hábitos. Toda vez que você começa a perceber que faz alguma coisa muito errada – como fazer compras em excesso deliberadamente, sustentar trabalho escravo, ser ‘cúmplice’ de maus tratos aos animais ou degradação ao meio ambiente ou diminui alguém por não se encaixar nos padrões de homem-cis-branco-hétero-cristão-rico-etc – é 1) fazer o possível para mandar a consciência para longe, ignorar e seguir sua vida ou 2) buscar saber mais e mudar. Mudar geralmente dá muito trabalho, então fica aqui um empurrãozinho.

1) Terráqueos (legendado no youtube) – sobre a forma como nós (humanos) tratamos animais como pedaços de nada feitos para ‘nos servir’ e brutalmente os criamos, encarceramos, obrigamos a procriar e matamos. O cachorro, o porco, a galinha, o que for. E você vai ver cada uma dessas cenas (beeeem fortes) como, além de um choque, é uma forma de ver de onde vem sua bota de couro, o cachorro quente, o bifinho do hambúrguer. Um incentivo de conscientização e mudança.

2) Não matarás (completo no youtube) – também sobre animais, principalmente seu uso em pesquisas, em faculdades e testes de remédios/cosméticos. Igualmente forte e importante.

3) A carne é fraca (completo no youtube) – sobre a trajetória da carne até seu prato, relacionando a produção com a fome do mundo, a poluição e todos os impactos negativos no mundo. “Mais leve” que ps dois anteriores.

4) Blackfish (completo no mfhd e no netflix) – esse ainda não assisti, mas me recomendaram algumas trilhões de vezes. Sinopse: O longa conta a história de Tilikum, a principal baleia orca do parque temático SeaWorld, em Orlando, Estados Unidos, responsável pela morte de três pessoas. Imagens fortes e entrevistas emocionantes compõem o painel e ajudam a entender o comportamento da espécie, o tratamento cruel no cativeiro, além de recuperar as trajetórias e mortes dos treinadores, pilares de uma indústria multibilionária. O filme convida o espectador a repensar nossa relação com a natureza e explicita o quão pouco os humanos estão dispostos a aprender com esses mamíferos.

5) A ira de um anjo (completo no youtube) – demonstra os impactos de um trauma em um bebê com a história de Beth, abusada quando bebê. Rendeu um filme, também completo no youtube.

6) Olhos azuis (completo no youtube) – demonstração experimental sobre como alguém é afetado emocionalmente por discriminações, especialmente racismo.

7) The true cost (netflix) – desenvolvi um post meio baseado nele aqui, e fala basicamente da moda e fast fashions causando um impacto devastados na vida de trabalhadores explorados do outro lado do mundo e outros impactos.

Ando amando documentários, e recomendo darem uma olhada na categoria deles no netflix e mesmo os relacionados. Já viram algum desses documentários? O que acharam? Recomendam algum fora da lista?

Por: Amanda Montt         
Página 1 de 40123456»